Nossa missão

Composição: Adelso Freire e Adilson Freire

Desde o ventre da minha mãe
Já me conhecia
Antes que eu nascesse
Jesus me escolheu

Hoje a minha vida
É para o seu louvor
Sigo anunciando o seu eterno amor

Aonde mandar eu irei
Seu amor eu não posso ocultar
Quero anunciar para o mundo ouvir
Que Jesus é o nosso Salvador.(2x)

Grato eu estou Senhor
Porque me confiaste
A missão de proclamar o seu eterno amor

Mesmo sendo tão pequeno
Me deste autoridade
De em seu nome anunciar
A paz e a liberdade

Aonde mandar eu irei
Seu amor eu não posso ocultar
Quero anunciar para o mundo ouvir
Que Jesus é o nosso Salvador. (2x)



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Discernindo o chamado de Deus

Durante o Encontro Nacional de Formação da RCC deste ano, fui interpelado por um jovem com o seguinte questionamento: “como eu posso saber que fui chamado por Deus?”. A descoberta da própria vocação é um processo maravilhoso dentro de nossa caminhada espiritual. Discerni-la com sinceridade e coração aberto à vontade do Senhor é um dos grandes sinais de que estamos prontos para se chegar a uma espiritualidade madura.

A liturgia deste V Domingo do Tempo Comum pode nos ajudar a compreender como é que Deus nos chama, pois nos apresenta linhas mestras de qualquer chamado: o encontro com Deus, o assombro e a vocação.

Tanto Isaías na primeira leitura (Is 6, 1-2a.3-8), quanto Paulo na segunda leitura (1 Cor 15, 1-11) ou Pedro no Evangelho (Lc 5, 1-11) tiveram uma experiência própria com Deus, antes de tudo. As leituras nos relatam que Isaías teve a visão da glória de Deus, ele que era “um homem de lábios impuros”; que Jesus apareceu por último a Paulo, ele que “perseguia a Igreja de Deus”; e que Pedro viu seu barco quase afundar com a pesca miraculosa operada por Jesus, mesmo sendo “um homem pecador”.

Esta é a primeira etapa do discernimento vocacional: o encontro com Deus. De que forma eu conheci a Deus? Através de uma pregação, adoração, Missa, Grupo de Oração, confissão, nos pobres, na leitura da Bíblia...?

Após o encontro, cada um desses personagens reconheceu sua pequenez ante a imensa glória do Senhor. Isaías gritou e se achou indigno de estar na presença de Deus; Paulo ficou cego; Pedro atirou-se aos pés de Jesus e reconheceu seus pecados.

O assombro é a segunda etapa do discernimento. Quando me encontro com o Senhor, reconheço todo o meu nada, e só posso clamar por Sua misericórdia. Quem pode merecer contemplar as maravilhas de Deus? Ninguém. No entanto, Ele nos concede esse dom gratuitamente, por pura bondade.

Finalmente, Deus vocaciona, “chama”, cada um desses personagens para uma missão específica: Isaías tem seus lábios purificados, pois atuaria como profeta; Paulo é curado de sua cegueira e é enviado a proclamar o Evangelho que recebeu do próprio Senhor; Pedro é convocado a seguir Jesus e ser pescador de homens.

O chamado é sempre um ato de Deus, correspondido pelo coração contrito do homem. Sabemos que Deus nos chama, primeiramente, após termos nosso encontro com Ele e experimentarmos Sua misericórdia. Em seguida, prestamos atenção aos sinais externos, que movem nosso interior. O contato com a Palavra, as moções do Espírito, as outras pessoas, os acontecimentos cotidianos... Quando estamos dispostos a ouvir a voz de Deus a respeito de nossa vocação, tudo concorre para que façamos um bom discernimento.

Todos nós somos vocacionados a algo. Qual é a minha vocação? É ser um pai ou mãe de família? Um celibatário por amor ao Reino de Deus? Um missionário consagrado? Um religioso ou religiosa? Um membro de Comunidade de Vida? Um sacerdote? Auxiliados pela liturgia deste domingo, escutemos a voz de Deus e tenhamos a coragem de dizer: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8).

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01 Fevereiro 2010

Oração em Línguas na Rede Globo

Em outubro de 2005, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu na série "Êxtase - Ritos Sagrados" uma reportagem sobre a Oração em Línguas.

Usando a terminologia "línguas estranhas", a reportagem afirma que esse dom é algo raro e uma manifestação de êxtase espiritual. Bem, nós sabemos que a oração em línguas não é nem rara e nem êxtase. Não há mistério em começar a cantar ou balbuciar com esse dom, nem ficamos privados de nossas faculdades mentais/psíquicas enquanto rezamos assim.

No mais, a reportagem é respeitosa e bem construída. Conta com depoimentos de Reinaldo Reis (na época membro do Comitê Internacional da Renovação Carismática Católica), Marcos Volcan (presidente da RCC Brasil), Ironi Spuldaro (pregador da RCC Brasil) e Dom Alberto Taveira (assistente eclesiástico da RCC Brasil).

Assista ao vídeo na íntegra clicando aqui.

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22 Janeiro 2010

Parábola da oração


Um padre de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar. A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central. O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita. A curiosidade do padre crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali. O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim. Disse que o almoço havia sido há meia hora e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali. E disse a oração que fazia:

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

O padre, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.

'É hora de ir' - disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O padre ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes. Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

Certo dia, o padre notou que Jim não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.

Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante. A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!
Ao encontrá-lo, o padre colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:

- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!

Parecendo surpreso, o velho virou-se para o padre e disse com um largo sorriso:

- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:

'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando... e cuidando! '

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Amor próprio x Amor a Deus


Não pode amar a Deus quem ama a si mesmo. Pelo contrário, quem não se prefere por causa das incomparáveis riquezas do amor de Deus, este ama a Deus. Daí decorre que jamais busque a própria glória, mas a glória de Deus. Pois quem se ama, procura sua glória, mas quem ama a Deus, ama a glória de seu Criador.

É próprio da alma sensível ao amor e a Deus procurar sempre a glória de Deus, deleitando-se em realizar todos os preceitos com submissão. Porque a Deus, por causa de sua magnificência, convém a glória. Ao homem, porém, convém a submissão que nos faz familiares de Deus. Quando procedemos assim, nós nos alegraremos com a glória do Senhor e, a exemplo de João Batista, começaremos a dizer sem nunca cessar: É preciso que ele cresça e que nós diminuamos.

Conheci uma pessoa que, embora chorando por não amar a Deus como quereria, de tal forma o amava que seu espírito era constantemente presa do veemente desejo de que Deus nela encontrasse sua glória, ela mesma era como nada. Quem vive assim não será louvado por palavras, mas se conhecerá por quem de fato é. Pelo imenso desejo humilde, nem pensava em sua dignidade, apesar de servir a Deus conforme prescreve a lei para os sacerdotes. Pela intensa vontade de amar a Deus, começou a esquecer-se de seus títulos, ocultando na profunda caridade para com Deus, pela humildade de espírito, a glória de sua posição, a ponto de sentir-se sempre servo inútil, indiferente a seu valor, ansiando pela humildade. Também nós assim deveríamos proceder, fugindo de toda honra e glória, por causa das inestimáveis riquezas do amor para com o Deus que verdadeiramente nos ama.

Quem ama a Deus no íntimo do coração é por ele conhecido. Pois de toda a caridade de Deus que alguém guarda no fundo da alma, nesta mesma medida o ama. Por isso, vem a amar com extremos a luz do conhecimento, a ponto de senti-la até nos ossos. Já não se conhece mais a si mesmo. Está todo transformado pela caridade. Aquele que chegou a este ponto, vive, sim, mas como se não vivesse; vive no corpo, mas, pela caridade, peregrina nos eternos caminhos para Deus. Abrasado o coração pelo fogo da caridade, facho ardente de desejo, une-se a Deus, liberto de todo apego a si mesmo pela caridade de Deus: Se somos arrebatados fora de nós, é por Deus: se somos sóbrios, é para vós, como diz o Apóstolo.

Dos Capítulos sobre a perfeição espiritual, de Diádoco de Foticéia, bispo (Séc.V)
(Cap.12.13.14:PG 65,1171-1172)


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